Hoje o assunto é o Senhor Jayme Pires D´Azevedo Neto, mais famoso como Miminho, ou "caba safado", seguido da cara feia de mainha, ou meu irmão, pra quem não conhece ele. Bom, hoje ele faz 26 anos. Tá ficando velho e careca. Infelizmente esse é o primeiro aniversário que não posso dar um beijo de parabéns no meu irmão, mas é assim mesmo, coisas da vida. Pelo menos ele tá na Bahia dançando axé, balançando a bunda e ficando rico pra me sustentar daqui a alguns anos. Mas a verdade é que Miminho faz falta aqui em casa, gritando e falando palavrão, com a incontrolável Síndrome de Tourette dele. Sempre fomos muito unidos, mesmo quando ele brigava comigo e eu chorava ou tentava bater nele, me deitando no chão e dando chutes pra não deixar ele se aproximar. Coisa normal de irmão mais novo. E ele sempre batia devagar, porque se batesse forte eu talvez não estivesse aqui escrevendo isso, porque, provavelmente, estaria com sérios problemas nos ossos. Mas esse ano eu, pela primeira vez, enxerguei Miminho como meu irmão adulto mais velho. Um adulto irmão de um adulto. Nos meus dias de maior desespero, eu deitado, chorando, e ele veio conversar comigo. Fiquei impressionado, porque foi a primeira vez que a gente conversou como dois homens e não como dois meninos. Coisas que a vida traz pra a gente. E agora aí tá ele, um véio cabra safado, de 26 anos, mas ainda é meu irmão que me protege, exatamente como sempre foi, desde criança. Sim, eu amo meu irmão.
Agora pra ele: Caba safado, se tu ler isso. Beijo pra tu e Parabéns.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Uma imagem vale mais que... vale porcaria nenhuma, rapaz!
Dia desses eu pensei sobre isso. Uma imagem vale mais que mil palavras? Coisa nenhuma. Nada bate mais na cara do que uma palavra bem dita no momento certo. E imagens? Imagens não são nada sem interpretação, sem o significado que as palavras dão a elas. Já palavras não. Palavras são diretas, dizem o que tem que dizer, sem precisar de outra coisa pra explicar. Por isso que eu dou tanto valor ao dito, ao escrito, mais do que ao ilustrado. Isso que torna a gente, humano, mais, digamos, evoluídos que os outros animais. Nós falamos, enquanto os outros só mostram. Sei lá, faltou palavra nisso aqui, mas acho que deu pra explicar. Deu pra explicar melhor do que daria se eu desenhasse algo.
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Nossa vida é uma gaveta
Engraçado, como o título diz, gavetas contam quem somos nós. Mas não uma gaveta comum. Sabe aquelas gavetas que você vai guardando tudo que, pra você, não tem muito valor, no momento que você coloca as coisas lá? Pois é, nessas gavetas, por incrível que pareça, estão nossas vidas. E uma hora a gente tem que mexer nelas. E é uma baita mistura de emoções, quando você vai tirando coisa por coisa. Lembranças de gente que antes fazia parte da sua vida, que simplesmente você nem lembra mais que existe. Gente que você nem considerava muito e hoje é alguém que está muito do seu lado. Lembrança de quem você era e de quem você é hoje. De coisas que você considerava importantes e hoje não fazem a mínima diferença na sua vida. Cartas que antes te fariam sorrir, hoje te deixam angustiado. Palavras num papel que poderiam te fazer chorar e hoje não te provocam emoção alguma. É isso. Nossa vida não é um baú nem um livro aberto. Nossa vida é uma gaveta. Resta a gente abrir essa gaveta que toda nossa história está lá. E enquanto a gaveta tiver espaço, eu vou colocando mais história lá dentro, porque, assim como minha vida, a gaveta ainda tem muito espaço pra coisas novas. Ou coisas antigas que voltem a ser novas, sei lá. E a cada abertura de gaveta, espero encontrar algo que me faça lembrar do que passei, pois isso sou eu por completo.
sexta-feira, 20 de março de 2009
Emoção na ponta dos dedos!
Hoje me disseram que, apesar do teor pra baixo de alguns textos meus aqui, eles são interessantes porque mostram que eu escrevo com a alma, o coração.
E eu respondo: Não!
Não é com o coração, porque quem escreve com o coração tem boas chances de ter um ataque cardíaco. Não é com a alma porque eu não sou Chico Xavier, e ele escrevia com a alma dos outros.
Eu escrevo com minha emoção. E como disse minha querida amiga sincera Manu, que ninguém precisa saber o sobrenome, escrevo com as mãos.
E minhas mãos nada mais são do que instrumentos de minhas emoções, nesses momentos. Aliás, em muitos elas tem sido. São as primeiras a tremer quando algo não vai bem.
Emoção na ponta dos dedos!
É nome de filme, né?
E eu respondo: Não!
Não é com o coração, porque quem escreve com o coração tem boas chances de ter um ataque cardíaco. Não é com a alma porque eu não sou Chico Xavier, e ele escrevia com a alma dos outros.
Eu escrevo com minha emoção. E como disse minha querida amiga sincera Manu, que ninguém precisa saber o sobrenome, escrevo com as mãos.
E minhas mãos nada mais são do que instrumentos de minhas emoções, nesses momentos. Aliás, em muitos elas tem sido. São as primeiras a tremer quando algo não vai bem.
Emoção na ponta dos dedos!
É nome de filme, né?
O tempo não corre, voa!
Essa semana voou como fazia tempo que não via uma semana passar tão rápido. Percebi isso hoje, que já é sexta-feira. Vi que o tempo passa rápido demais enquanto eu fico parado. Preciso seguir a linha do tempo, e não deixar ela passar enquanto fico sentado, deixando ela me vencer. Acho que já me dei muito tempo pra só sofrer e chorar por algo que definitivamente não depende só de mim. Não adianta mais me enganar, achando que a minha forma de encarar minha queda vai me ajudar em algo. Não vai. Não depende de mim, somente, minha vida recomeçar do ponto que parou. Então, se não dá pra recomeçar do mesmo lugar, o melhor a fazer é deixar esse lugar lá, intacto, não mexer mais nele, pelo menos por enquanto, porque ele não quer ser mexido. Chegou a hora de recomeçar, antes que a linha do tempo acabe e eu só possa dizer que vi que ela passou.
quarta-feira, 18 de março de 2009
Reencontro com um velho amigo
Hoje encontrei um velho amigo meu. Na verdade, amigo do meu pai, que com a convivência se tornou amigo meu também, o Seu Eládio. Não via Seu Eládio desde o dia 30 de novembro de 2008. Foi bom encontrar ele, ainda mais porque meu pai tava junto. Logo que cheguei, muitas lembranças vieram na minha cabeça.
- Quanto tempo, Seu Eládio.
Me acomodei, e comecei a conversar com esse sábio amigo.
- Seu Eládio, como são as coisas, né? Em 20 anos que conheço o Senhor, passamos por muitas coisas juntos, né? Muitas alegrias, tristezas.
Engoli o choro que vinha chegando.
E ele me respondia:
- Ah, Lula, é a vida. As coisas mudam. Hoje a gente tá triste, amanhã tá feliz e o tempo vai passando e a gente vai vivendo, crescendo. Mas o bom é que nada é pra sempre. Principalmente as coisas ruins. Lembra daquele 26/11/2005? Saísse daqui gritando, chorando, dizendo que nunca mais voltaria. Pouco tempo depois, lá vem você, ainda triste, mas com aquela esperança que você nunca deixou de ter. Na hora de ir embora, naquele dia, você me disse "Tchau, nunca mais volto", lembra? Eu te respondi com um "até breve", porque sabia que você voltaria. Afinal, é assim, a gente sempre volta pra perto do que nos faz bem.
Pensei um pouco, a lágrima começou a descer, enxuguei antes que alguém percebesse.
- É, Seu Eládio, eu voltei, né? Eu sempre volto mesmo. Aqui eu fico feliz.
E Seu Eládio parecia olhar pra mim meio agoniado, notando que tinha algo estranho comigo, e me perguntou:
- Que você tem, meu amigo Lula? Já te vi chorando aqui algumas vezes, mas era um choro diferente. De alegria ou de muita raiva. Dessa vez não. Você tá calado...
- GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL
- ... bom, nem tão calado assim. Mas o que houve? Tá doente?
Respondi rápido:
- Saudade, Seu Eládio, saudade. Meus encontros com o Senhor estavam costumando ser mais cheios, sabe? Tem algo faltando, e acho que o Senhor sabe o que é. Ou quem é, né?
- GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL
Passado o grito de gol, ele me respondeu com uma franqueza absurda:
- Meu amigo Lula, lembra quando você era bem pequeno e sentava naquele canto ali das cadeiras? Bem na frente de Lia, lembra? Pois é, o tempo passou, ali você conheceu uma pessoa muito importante na sua vida, e nada disso você ficou esperando acontecer. Simplesmente aconteceu. Espere, meu jovem amigo, as coisas vão acontecer de novo pra você, do jeito que tiverem que acontecer. Resta ter paciência.
Quase meia noite, com uma estranha sensação de vazio, vontade de chorar, vou embora, me despeço de Seu Eládio:
- Seu Eládio, bom encontrar o Senhor de novo. A gente se vê. Eu volto, o Senhor sabe.
Ele simplesmente sorriu, porque sabe que no fim das contas, como ele mesmo disse, a gente sempre vai pra perto do que nos faz bem.
Pra os desavisados, "Seu Eládio" é, na verdade, Eládio de Barros Carvalho, nome dado ao lugar que viu várias fases da minha vida, as melhores e as piores, e provavelmente vai ser assim até o dia que eu morrer. Porque, feliz ou triste, eu sempre volto pra lá, pra minha segunda casa, que eu nunca vou abandonar. Obviamente ele não conversou comigo, mas foi mais ou menos isso que senti na volta ao estádio.
- Quanto tempo, Seu Eládio.
Me acomodei, e comecei a conversar com esse sábio amigo.
- Seu Eládio, como são as coisas, né? Em 20 anos que conheço o Senhor, passamos por muitas coisas juntos, né? Muitas alegrias, tristezas.
Engoli o choro que vinha chegando.
E ele me respondia:
- Ah, Lula, é a vida. As coisas mudam. Hoje a gente tá triste, amanhã tá feliz e o tempo vai passando e a gente vai vivendo, crescendo. Mas o bom é que nada é pra sempre. Principalmente as coisas ruins. Lembra daquele 26/11/2005? Saísse daqui gritando, chorando, dizendo que nunca mais voltaria. Pouco tempo depois, lá vem você, ainda triste, mas com aquela esperança que você nunca deixou de ter. Na hora de ir embora, naquele dia, você me disse "Tchau, nunca mais volto", lembra? Eu te respondi com um "até breve", porque sabia que você voltaria. Afinal, é assim, a gente sempre volta pra perto do que nos faz bem.
Pensei um pouco, a lágrima começou a descer, enxuguei antes que alguém percebesse.
- É, Seu Eládio, eu voltei, né? Eu sempre volto mesmo. Aqui eu fico feliz.
E Seu Eládio parecia olhar pra mim meio agoniado, notando que tinha algo estranho comigo, e me perguntou:
- Que você tem, meu amigo Lula? Já te vi chorando aqui algumas vezes, mas era um choro diferente. De alegria ou de muita raiva. Dessa vez não. Você tá calado...
- GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL
- ... bom, nem tão calado assim. Mas o que houve? Tá doente?
Respondi rápido:
- Saudade, Seu Eládio, saudade. Meus encontros com o Senhor estavam costumando ser mais cheios, sabe? Tem algo faltando, e acho que o Senhor sabe o que é. Ou quem é, né?
- GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOL
Passado o grito de gol, ele me respondeu com uma franqueza absurda:
- Meu amigo Lula, lembra quando você era bem pequeno e sentava naquele canto ali das cadeiras? Bem na frente de Lia, lembra? Pois é, o tempo passou, ali você conheceu uma pessoa muito importante na sua vida, e nada disso você ficou esperando acontecer. Simplesmente aconteceu. Espere, meu jovem amigo, as coisas vão acontecer de novo pra você, do jeito que tiverem que acontecer. Resta ter paciência.
Quase meia noite, com uma estranha sensação de vazio, vontade de chorar, vou embora, me despeço de Seu Eládio:
- Seu Eládio, bom encontrar o Senhor de novo. A gente se vê. Eu volto, o Senhor sabe.
Ele simplesmente sorriu, porque sabe que no fim das contas, como ele mesmo disse, a gente sempre vai pra perto do que nos faz bem.
Pra os desavisados, "Seu Eládio" é, na verdade, Eládio de Barros Carvalho, nome dado ao lugar que viu várias fases da minha vida, as melhores e as piores, e provavelmente vai ser assim até o dia que eu morrer. Porque, feliz ou triste, eu sempre volto pra lá, pra minha segunda casa, que eu nunca vou abandonar. Obviamente ele não conversou comigo, mas foi mais ou menos isso que senti na volta ao estádio.
Queria não sonhar!
Só isso. Queria não sonhar mais. Nem acordado, muito menos dormindo. Sonhar é bom, mas quando você acorda... choque da realidade. Na hora que acorda, tudo não passa de uma ilusão.
Viver de ilusão é ruim.
As mãos correram pro celular, mas não ligaram. Não posso.
Viver de ilusão é ruim.
As mãos correram pro celular, mas não ligaram. Não posso.
terça-feira, 17 de março de 2009
O e-mail
Engraçado, depois de tanto tempo, recebi esse e-mail. Foi bom, recuperou minha confiança em mim mesmo. Foi algo do tipo: "Aí, Lula, tu é bom, rapaz!", coisa que eu começava a duvidar. Depois de muito tempo voltei a sentir orgulho de mim. Mesmo que as coisas não caminhem, é bom ter o ego massageado um pouco, ainda mais depois de tanta bronca.
Respondi o e-mail. Joguei aberto e espero que as coisas deem certo.
Vida nova, novas oportunidades, novos planos.
Respondi o e-mail. Joguei aberto e espero que as coisas deem certo.
Vida nova, novas oportunidades, novos planos.
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